domingo, 5 de outubro de 2014

O Mundo, a Vida e as Escolhas


O sentimento, as emoções...
São valores inatos, abstractos.
Fazem de ti o racional...

Será que fazem?
Esta expressão pode ser muitas vezes usada como um populismo barato, mas com todo o afinco eu posso afirmar que à medida que vou conhecendo o ser humano, mais eu gosto dos animais.

A tua experiência enquanto ser vivo é como um palco de teatro, onde tu és o ator principal.
Porque é assim que tu vês e vives a vida, mas não te apercebes.
Não passas a fronteira do conhecimento até os teus interesses serem mais profundos do que os teus sentidos.

Durante o teu tempo de vida tu tens duas escolhas.
Ser ignorante e ser feliz, ou olhar para a vida como ela é, fazer o que te compete...
Fazer a diferença sem que esperes nada em troca.
O que muitas vezes implica abdicares da tua felicidade...
Não de pessoas, não de atos, prazeres...
Mas interiorizar a realidade deste mundo pode ser muito cruel.
O conhecimento pode ser, muitas vezes mais venenoso do que uma serpente.

Porque a vida é um jogo de dominós.
O primeiro cai sem ver o fim da fila, mas desencadeia tudo o resto.
Vivemos num mundo de comodismo, recusamo-nos a ver que o mundo, a vida, são muito maiores do que nós próprios. Temos o poder de fazer a diferença, mas apenas generalizando este pensamento...
Eu escolho ser ignorante, embora não seja feliz.
Porque por mais que eu tente, eu sei que não é coisa bonita, não consigo enxergar de outra maneira, embora queira e viva à parte desta realidade, eu vivo NELA.
Mas a minha escolha recai em viver a minha vida.
Os outros passam-me ao lado, porque eu sei o que conhecer profundamente esta nefasta realidade me irá fazer... Talvez não seja a escolha certa... Talvez quando estiver, futuramente, sentado na minha poltrona, com o meu neto ao colo e lhe estiver a satisfazer na idade dos "porquês", não conseguirei nunca transmitir-lhe a sabedoria de que ele precisa. Talvez um dia olhe para trás e me arrependa da vida que levei, daquilo que não fiz. Mas sei tanto do futuro como da morte. Simplesmente que virá...

Infelizmente sou uma pessoa cheia de medos...
E luto tantas vezes com o meu consciente que às vezes paro para pensar...
Será que sou eu? Será que é o meu interior que me impede que entre a luz dentro de mim?
Porque à minha volta eu só vejo escuridão... Escuridão essa que representa a falta de um caminho, a falta de um rumo...
Ou se existe, eu não consigo ver.

Em tempos já consegui projetar o futuro, hoje já não...
Mas com forças continuo e continuarei.

A lutar, dia após dia.
Pois é como eles dizem, "o importante não é quantas vezes se cai, mas quantas vezes se fica no chão".


Se tu conseguisses olhar para além daquilo que tu vês...
Tenho tanto mais para dar do que um aperto de mão, um abraço ou uma má primeira impressão.
Mas não, hoje as almas não se cruzam, não ficam para durar, desenvolver, estimar...
Elas cruzam-se e seguem, procuram o que não têm. Porque é isso que lhes é importante.



E se tua achas que te identificas com isto, enganas-te.
Pois nem eu sei o que escrevi, só sei que saiu...
E sim, foi assim que previ, o regresso ao meu porto,
onde nada sabes, nada vês se não o que eu conto...


"Se no mundo todos fossem cegos, quantas pessoas conseguirias tu impressionar?"

"Não são problemas de amor, são os pontos das feridas..."

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