domingo, 5 de outubro de 2014

Conheci uma rapariga e...


Qual rapariga?
Não quero mais ninguém, a minha mente está decidida em mirar para um recomeço.
Embora o coração diga que já não dá mais, já o disse outras vezes e sempre lutei, sempre tentei.
A diferença é o meu estado de espírito, renovou-se.
Vincou-se uma nova chama, uma nova mentalidade.
Acordei de um coma tão grande que parece que os últimos meses me desapareceram da memória, de tão dormente que estava, de tão espigada que estava a minha alma que me trocou as voltas e me traçou as rotas, que para meu mal chegaram a becos sem saída e eu só batia nas paredes, não procurava outros sentidos, até que a parede rachou e o não havia mais caminho.
A minha alma penosa o meu coração condenado, pecaram, e rezam pelos seus pecados, dos pedaços magoados, da dor que infligi, do amor que afastei, da chama que eu apaguei.
O amor era tanto, que eu não sabia como dar...
As expectativas que eu tinha falharam e ela não era tudo o que eu pensava.
O meu mal foi esse, fiz-lhe carregar esse fardo, com o peso de aço.
Queria que saltasse uns passos, para me sentir feliz, concretizado, amado.
De tanto que ela tentou, provocou-me um sentimento feio, estragado, senti-me bajulado, descontraído, relaxado, dei por garantido o que não tinha sido pago.
E como toda a dívida tem de ser saldada, chegou a hora e a minha mente não estava preparada, ficou abismada, pasmada...
Agora ela quer espaço, eu bem que tento mas não sei o que faço.
As visões na minha cabeça deixam-me sempre triste, porque para mim tudo seria fantástico, o recomeço de uma história, de um amor mágico.
Mas o problema não sou eu, já não...
Agora cabe-lhe a ela, arranjar o espaço, arrumar a cabeça, renovar o sentimento ou reciclar o que estava gasto.
É ela que decide, se faz de mim o companheiro ou a refeição.
É assim o poder, de quem tem a faca e o queijo na mão.

"Se no mundo todos fossem cegos, quantas pessoas conseguirias tu impressionar?"

"Não são problemas de amor, são os pontos das feridas..."

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