domingo, 28 de dezembro de 2014

Novo ano... Não será por aí, mas sim, vida nova.

Apesar de saber que vai ser difícil, estou confiante e com força.

2015 vem aí, mas isso é apenas uma referência...
Sei bem o poder de promessas de ano novo, não duram muito.

 Vou voltar ao ginásio, procurar uma universidade, estudar para os exames, continuar a minha atividade profissional...

Tenho de levantar esta auto-estima. Estou cansado de precisar de me agarrar a o que quer que seja para manter um equilíbrio emocional.


Quero perder peso e ficar aceitável fisicamente, para poder aproveitar a minha saúde e os meus anos de estudante que me restam.

Ignorei a capa, fugi ao índice e deparei-me com um cliché desagradável.

Não adianta fazer entender aquele que está a agir mal, quando ele já o fez, fê-lo com vontade e egoísmo.

Mas uns pares de anos passaram e cá estou eu de novo, numa situação igual.
Pergunto-me se realmente o medo e a experiência da relação que tive me fizeram estragar isto.
Mas não posso estar tão corrompido assim para estragar tudo o que toco, posso?
Será que a culpa tem de ser sempre minha?
Eu oiço as justificações dela, olho para os factos e o primeiro instinto é culpar-me, mas creio que é para que na minha mente eu pense que ainda posso lutar, ainda posso corrigir, sendo que o erro foi meu.
Já não acredito nisso...
Nem que o erro tenha sido meu, nem que consiga corrigir algo que não está errado, está simplesmente terminado.
Se ela soubesse o carinho que tenho por ela, estava a roer-se por dentro pelas coisas que disse.

Ler as palavras dela, onde diz que deveria ter ficado com ele, antes de mim, por outras palavras, foi duro, matou-me.
Até lá poderia ir e transcrever o que escreveu, mas não consigo...

E na cabeça dela, por ter terminado tudo, acha que tudo o que diz e faz é correto, é esse o problema...

O sentimento não é nada por aí além, mas custa pensar nela com outro.
Espero sinceramente que ela um dia sofra como me fez sofrer.


Vou, mais uma vez, abdicar de muita coisa para que consiga esquecer-me dela, para não a ver babar-se para o outro, para não atrapalhar e para não me fazer sofrer.
Acabaram-se os jogos do Sporting no estádio.
Sim, estou mal a esse ponto.


Ver a minha importância reduzida na vida dela, custou.
Estava habituado a ser tudo e passei a ser nada.

E o que mais custa é saber que acabou tudo, amor, amizade...
Saber que nunca mais na minha vida vou conseguir olhar para a cara dela sem ver toda a merda...
A minha irmãzinha fez-me sofrer e não ficou para sarar...








Os pontos das feridas



















sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Time to let go

Eu esperei, pouco mas esperei.
Superei aquilo que sentia, ou pensava sentir, já nem sei.
As mágoas continuam lá, mas com o tempo vão sarando.
Agora não consigo viver com essa tua mente confusionista.
Tive vontade de perguntar o porquê de quereres clarificar uma situação ultrapassada, mas depois de uma enorme desintoxicação, qualquer que fosse a tua resposta ia deitar-me abaixo de novo, portanto não quero saber.
Às vezes acredito não te ser tão indiferente quanto pensava e ao mesmo tempo fico triste, porque eu estou a começar a seguir em frente e pronto, não sei.
Mais tenho pena por nós, embora ache que no nosso estado actual não iríamos a lado nenhum.
Esperei por uma dica, esperei por um sinal.
Foi pouco tempo, sim, mas quem gosta não precisaria nem metade para perceber o que vai no coração.
E portanto está na hora.
Segue a tua vida, eu seguirei a minha.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um desabafo

Não vou planear nada. Não vou andar por aí desesperado para estar com alguém. Até porque não quero. Não me vou envolver com alguém como "rebound" sabendo que sinto algo por outra pessoa.
Das duas uma, ou o sentimento desvanece ou ele volta em força.
De qualquer forma eu vou continuar a trabalhar em mim porque é isso que é importante agora, a prioridade sou eu!

Magoaste-me muito mas por mais vezes que pense que o teu sofrimento me traria paz, não é verdade, não quero isso. Quero a tua felicidade...
Mas custa saber que eu te posso dar tudo e tu não queres, custa saber que depois de 2 anos o sentimento se foi, ou pelo menos assim aparenta.

Eu percebo, começámos muito cedo e eu sempre soube disso, mas eu nunca desisti, não esperava que tu o fizesses. O que eu te pedi não era muito, pelo menos para mim, mas que seja...
Não aproveitaste muita coisa, mas não foi por mim, foi porque tu ou viveste a 80 pra mim ou agora não queres viver nem 8. Isso é culpa tua.
Eu continuo a fazer inúmeros "replays" na minha mente, para ver onde errei. Apanho muitas falhas, mas nenhuma para merecer isto.

Estou a sofrer, mas não vou correr atrás, vou cuidar de mim, pois estou ferido e com necessidade de mudar.

Que saibas que se algum dia estiveres a fim, eu vou sempre querer tentar. Não vou nunca esquecer o que me fizeste, mas neste momento o sentimento ou a vontade são mais fortes do que a mágoa.


Espero que estejas mal, significa que o sentimento não se foi de todo, embora isso não me sirva de consolação, porque fizeste o que fizeste na mesma.

Vou seguir para a frente, não em frente. A ver no que dá...
Se realmente me deixaste por outro eu irei saber e aí nunca te irei perdoar.
Por um lado eu percebo que o sentimento não chegue, eu já me senti assim, mas lá está, eu não desisti...
Por outro acho difícil deixar um amor sem se ter outro na manga...

Mata-me não te falar, não te ver, não te tocar...
Mata-me a tua indiferença.
Mata-me ter perdido 2 anos para depois voltar a sentir o coração remendado a despedaçar-se de novo.

Eu não acredito que o sentimento tenha morrido, só acho que não dás valor... Até perderes, isto é.
Espero que não seja tarde de mais até lá.

domingo, 5 de outubro de 2014

Conheci uma rapariga e...


Qual rapariga?
Não quero mais ninguém, a minha mente está decidida em mirar para um recomeço.
Embora o coração diga que já não dá mais, já o disse outras vezes e sempre lutei, sempre tentei.
A diferença é o meu estado de espírito, renovou-se.
Vincou-se uma nova chama, uma nova mentalidade.
Acordei de um coma tão grande que parece que os últimos meses me desapareceram da memória, de tão dormente que estava, de tão espigada que estava a minha alma que me trocou as voltas e me traçou as rotas, que para meu mal chegaram a becos sem saída e eu só batia nas paredes, não procurava outros sentidos, até que a parede rachou e o não havia mais caminho.
A minha alma penosa o meu coração condenado, pecaram, e rezam pelos seus pecados, dos pedaços magoados, da dor que infligi, do amor que afastei, da chama que eu apaguei.
O amor era tanto, que eu não sabia como dar...
As expectativas que eu tinha falharam e ela não era tudo o que eu pensava.
O meu mal foi esse, fiz-lhe carregar esse fardo, com o peso de aço.
Queria que saltasse uns passos, para me sentir feliz, concretizado, amado.
De tanto que ela tentou, provocou-me um sentimento feio, estragado, senti-me bajulado, descontraído, relaxado, dei por garantido o que não tinha sido pago.
E como toda a dívida tem de ser saldada, chegou a hora e a minha mente não estava preparada, ficou abismada, pasmada...
Agora ela quer espaço, eu bem que tento mas não sei o que faço.
As visões na minha cabeça deixam-me sempre triste, porque para mim tudo seria fantástico, o recomeço de uma história, de um amor mágico.
Mas o problema não sou eu, já não...
Agora cabe-lhe a ela, arranjar o espaço, arrumar a cabeça, renovar o sentimento ou reciclar o que estava gasto.
É ela que decide, se faz de mim o companheiro ou a refeição.
É assim o poder, de quem tem a faca e o queijo na mão.

"Se no mundo todos fossem cegos, quantas pessoas conseguirias tu impressionar?"

"Não são problemas de amor, são os pontos das feridas..."

O Mundo, a Vida e as Escolhas


O sentimento, as emoções...
São valores inatos, abstractos.
Fazem de ti o racional...

Será que fazem?
Esta expressão pode ser muitas vezes usada como um populismo barato, mas com todo o afinco eu posso afirmar que à medida que vou conhecendo o ser humano, mais eu gosto dos animais.

A tua experiência enquanto ser vivo é como um palco de teatro, onde tu és o ator principal.
Porque é assim que tu vês e vives a vida, mas não te apercebes.
Não passas a fronteira do conhecimento até os teus interesses serem mais profundos do que os teus sentidos.

Durante o teu tempo de vida tu tens duas escolhas.
Ser ignorante e ser feliz, ou olhar para a vida como ela é, fazer o que te compete...
Fazer a diferença sem que esperes nada em troca.
O que muitas vezes implica abdicares da tua felicidade...
Não de pessoas, não de atos, prazeres...
Mas interiorizar a realidade deste mundo pode ser muito cruel.
O conhecimento pode ser, muitas vezes mais venenoso do que uma serpente.

Porque a vida é um jogo de dominós.
O primeiro cai sem ver o fim da fila, mas desencadeia tudo o resto.
Vivemos num mundo de comodismo, recusamo-nos a ver que o mundo, a vida, são muito maiores do que nós próprios. Temos o poder de fazer a diferença, mas apenas generalizando este pensamento...
Eu escolho ser ignorante, embora não seja feliz.
Porque por mais que eu tente, eu sei que não é coisa bonita, não consigo enxergar de outra maneira, embora queira e viva à parte desta realidade, eu vivo NELA.
Mas a minha escolha recai em viver a minha vida.
Os outros passam-me ao lado, porque eu sei o que conhecer profundamente esta nefasta realidade me irá fazer... Talvez não seja a escolha certa... Talvez quando estiver, futuramente, sentado na minha poltrona, com o meu neto ao colo e lhe estiver a satisfazer na idade dos "porquês", não conseguirei nunca transmitir-lhe a sabedoria de que ele precisa. Talvez um dia olhe para trás e me arrependa da vida que levei, daquilo que não fiz. Mas sei tanto do futuro como da morte. Simplesmente que virá...

Infelizmente sou uma pessoa cheia de medos...
E luto tantas vezes com o meu consciente que às vezes paro para pensar...
Será que sou eu? Será que é o meu interior que me impede que entre a luz dentro de mim?
Porque à minha volta eu só vejo escuridão... Escuridão essa que representa a falta de um caminho, a falta de um rumo...
Ou se existe, eu não consigo ver.

Em tempos já consegui projetar o futuro, hoje já não...
Mas com forças continuo e continuarei.

A lutar, dia após dia.
Pois é como eles dizem, "o importante não é quantas vezes se cai, mas quantas vezes se fica no chão".


Se tu conseguisses olhar para além daquilo que tu vês...
Tenho tanto mais para dar do que um aperto de mão, um abraço ou uma má primeira impressão.
Mas não, hoje as almas não se cruzam, não ficam para durar, desenvolver, estimar...
Elas cruzam-se e seguem, procuram o que não têm. Porque é isso que lhes é importante.



E se tua achas que te identificas com isto, enganas-te.
Pois nem eu sei o que escrevi, só sei que saiu...
E sim, foi assim que previ, o regresso ao meu porto,
onde nada sabes, nada vês se não o que eu conto...


"Se no mundo todos fossem cegos, quantas pessoas conseguirias tu impressionar?"

"Não são problemas de amor, são os pontos das feridas..."